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“Cantigas de Despertar” na sua estante!

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Pra você que não pôde ir ao lançamento, Pra você que mora longe, Pra você que não gosta de sair de casa, Pra você que curte poesia, Cantigas de Despertar  já está disponível para venda na livraria virtual da Editora Os Dez Melhores !  

Coletivo literário "Nacionalidade: Brasileira"

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  Dentre tantas, uma das maiores bizarrices que surgiu nos últimos anos foi o patriota que odeia o Brasil. Ele veste a camiseta da CBF e cola bandeiras no carro, mas detesta o povo brasileiro e sua cultura, seu folclore, seus artistas, sua História, seus sotaques, suas vozes, suas riquezas naturais, seus povos originários, seu chão. Ele só ama e reconhece o Brazil que se escreve com Z. Nestes tempos estranhos e obscuros, acredito que nunca foi tão importante nos reconhecermos como brasileiros; aquele que busca realmente conhecer o seu país, nosso passado e presente, e por isso ama e respeita o que faz do Brasil o Brasil. Razão pela qual anuncio o coletivo literário Nacionalidade: Brasileira , uma publicação da Editora Os Dez Melhores que reunirá autores brasileiros versando sobre ser brasileiro no Brasil de 2022. Um registro destes tempos sombrios, mas também daquilo que esperamos e pelo qual trabalhamos para um futuro não tão distante assim: um Brasil verdadeiramente de tod

Sarau Leituras Noturnas!

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  Desde 2009, quando eu participei de um sarau em Porto Alegre, germina em minha cabeça a ideia de organizar um aqui. Afinal, assim como nossa capital, também temos escritores, leitores, músicos, artistas e bares em Carazinho, é ou não é? Então. Apesar disso, nunca organizei. Por quê? Ora, você sabe: correria, falta de tempo, prazos, compromissos, agenda, relógio. Verdade que a pandemia, o isolamento compulsório e este pesadelo chamado Brazil (com Z) escancararam a necessidade de ficarmos juntos, firmes e fortes, resistindo também por meio da arte, da beleza, da cultura, do contato. Cara, nunca precisamos tanto de tudo isso! Por isso estou aqui para dizer que, dia 10 de junho, sexta-feira, acontece em Carazinho o sarau Leituras Noturnas, que após 13 anos de gestação sai do campo das ideias e se materializa – e no melhor lugar possível: no El Gato Gastropub , esse lugar lindo e aconchegante que parece ter sido feito sob medida para um sarau. O sarau começa às 19h e, nest

Eu e minha cria!

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  Hoje recebi a prova do meu 5º livro, Cantigas de Despertar , o próximo lançamento da Editora Os Dez Melhores ! E apesar de eu ser muito, muito, muito suspeita pra falar, preciso dizer que ele ficou LINDÃO e que não há na avenida ninguém mais feliz que eu. Porque é muito massa você ver, depois de tantos meses de trabalho, o resultado de todo esforço e dedicação e suor e amor e lágrimas e fúria ali, materializado em um dos negócios mais geniais que o ser humano já inventou: o livro. Comecei a escrever o Cantigas  no final de 2019. Eu mal tinha começado e veio a pandemia, de modo que os poemas que compõem este livro foram minha companhia naqueles meses de isolamento, medo e indignação. Eles foram fundamentais para conservar um pingo da minha saúde mental e me manter longe do hospício e da cadeia (porque né?). E agora, fico realmente feliz em compartilhar com você esse trabalho, que traz 35 poemas a princípio voltados aos adolescentes, mas que abordam temas comuns (e tabus) para

Santo de casa não faz milagre?

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  Faz sim senhor! E quem quiser conferir, é só reservar na agenda o dia 29 de abril e aparecer no Juntos Coworking (Av. Dr. Waldomiro Graeff, 1091, em frente à praça central), em Não-Me-Toque, a partir das 18h! O Happy Hour Cultural reúne mais de 20 artistas de Não-Me-Toque e Carazinho das mais diferentes áreas, como literatura, artesanato, artes plásticas, culinária, ilustração, entalhe e customização. Em paralelo às exposições e à feira cultural, rola um pocket show com a banda Auto Sugestão e com a dupla Jorje Macedônia e Ronie Dengaten, trazendo a fina flor do rock, e apresentações de malabares, com Prego Dartagnan, e de capoeira, com Jamaica, além da presença da Liga dos Heróis. Promovido pelo Juntos Coworking , de Não-Me-Toque, e pela Editora Os Dez Melhores , de Carazinho, o Happy Hour Cultural busca criar pontes entre os artistas locais e sua comunidade, fortalecendo a cena e a cultura independente e promovendo o encontro, o pensamento e o diálogo – papel primordial da arte.

Galera da arte de Carazinho e cidades vizinhas, saca só!

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  Com a pandemia desacelerando, tomou forma e força a ideia de voltar COM TUDO com os eventos culturais, que tantas alegrias nos trouxeram lá nos idos de 2015, 2016 e 2017. Lembram? Mostras de Arte no Rancho Cavalo de Troia, Sábado Cultural na Fuccar, feirinhas na praça, Aniversário Cultural em Não-Me-Toque, lançamento da Revista Obscena, furdunço, junção, amigos, arte. Éramos felizes e sabíamos. Aí o pesadelo começou. 2018 veio atropelando. Em 2019, o desmonte da cultura brasileira começou. 2020 trouxe a pandemia e o resto desta trágica história todo mundo conhece. Por isso, neste ano em que conseguimos ao menos ver uma luz no fim do túnel que não é o trem vindo em nossa direção (espero!), juntamos uma trupe e decidimos: vamos fazer! Vamos voltar a fazer! Vamos recomeçar! Todo mundo está em crise de abstinência de encontros, risadas, música, arte e cultura – agora imagina tudo isso junto? Comecei a fazer os contatos com os artistas que conheço e, para minha tristeza, vi que boa parte

#2anosdepandemia

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  Arrumando uma gaveta, encontrei estes dois cartões de um cachorro-quente beneficente da Acapa, associação que cuida de animais abandonados e maltratados, aqui de Carazinho. Ia rolar em abril de 2020. Lembro claramente do dia em que comprei os cartões, no fim de fevereiro. No dia 11 de março daquele ano (ou seja, há exatos dois anos), a OMS decretou pandemia mundial e o resto da história você já conhece. Fato é que, por alguma razão, guardei estes cartões na gaveta. Mas eu sabia que não ia rolar. Não fui daqueles que acreditou que a pandemia duraria dois meses porque, bem, não fazia nenhum sentido. Era óbvio que o negócio ia longe, como aliás ainda vai. Enfim. Já limpei essa gaveta outras vezes e não consegui jogar os cartões fora. Não sei. Acho que, pra mim, eles simbolizam um pouco de tudo aquilo que perdemos nestes dois anos de pandemia. Coisas simples e banais que se tornaram raras e extraordinárias: o cachorro-quente da Acapa, os aniversários, a janta com os amigos na s