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Mostrando postagens de Fevereiro, 2021

Flores (e justiça!) para Mara!

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  Lá se vão 11 anos desde o dia em que a gari Mara Luciane Macedo, de 37 anos, morreu depois de ser atropelada por um “veículo branco que trafegava em alta velocidade” no centro de Carazinho, na madrugada de 25 de fevereiro de 2010. Mara estava trabalhando, ajudando a deixar nossa cidade mais limpa, quando o desastre aconteceu. O motorista fugiu sem ajudar. Alguns meses depois, neste mesmo ano, o filho da atriz e apresentadora Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, de 18 anos, também foi atropelado no Rio de Janeiro e, assim como Mara, também acabou morrendo sem receber socorro do motorista, que simplesmente foi embora. Porém, ao contrário do que ocorreu aqui, o motorista responsável pelo atropelamento e morte de Rafael foi rapidamente identificado, encontrado e punido. Já o caso de Mara esfriou sem sequer esquentar. Havia imagens de trânsito que mostravam o veículo, cor e modelo, correndo centro afora; sabia-se que o carro estava amassado. Mas, mesmo assim, a investigação não foi adiant

#JustiçaPorRose!

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  Se você for até a emergência do Hospital de Caridade de Carazinho e conversar cinco minutos com quem está ali, aguardando, sem dúvidas ouvirá relatos tenebrosos de descaso, descuido e péssimo atendimento. Isso se você não tiver a chance de assistir cenas que farão você desejar ter nascido cego. A última vez que estive lá, em dezembro de 2020, um senhor de idade foi buscar água no bebedouro, bem na minha frente, desmaiou e um enfermeiro apareceu perguntando PRO CARA DESMAIADO: “o senhor quer ficar ou ir pra casa?”. Tive que me meter e dizer: “acho que ele fica, né meu anjo, visto que está desacordado”. E assim é. Todos os dias, pessoas são (des) tratadas com desdém e desrespeito dentro do HCC e tudo fica como está. Até que se metem com a pessoa errada e algo acontece. Porque o Mateus Leal, que perdeu sua mãe no final de janeiro nas mãos de uma médica que jamais deveria ser chamada de médica, usou a sua voz para buscar justiça. Justiça pela Rose, mas, de quebra, uma espéc

“Ao professor, a palavra”: LIVES!

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No lançamento de um livro chamado Ao professor, a palavra , nada mais lógico do que dar, ao professor, a palavra. Correto? Corretíssimo! Assim, integrando o lançamento virtual da obra Ao professor, a palavra , organizada por euzinha aqui e publicada pela Editora Os Dez Melhores, terei a feliz oportunidade e o grande privilégio de bater um papo DAQUELES com algumas das professoras autoras do livro. Vamos conversar sobre educação, educadores e educandos, sobre pandemia, volta às aulas, (des)governo, Paulo Freire, escola sem partido, políticas públicas, a importância da família na formação do aluno, educação sexual e um monte de assuntos polêmicos que amamos debater. Sei que sou suspeita pra falar, mas se eu fosse você, não perdia a chance de escutar o que diz a voz que vem da sala de aula. Vamos ouvir e aprender pra não falar merd@ e passar vergonha publicamente? VAMOS SIM! A partir do dia 22 de fevereiro até o dia 5 de março. Só vem! Porque tem.  

“Escrevo o que não sei dizer com a minha voz”: entrevista com Eriane Dantas, autora do livro "Um ipê de cada cor"

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  Em sua resposta à pergunta que abre esta entrevista, a escritora piauiense radicada em Brasília Eriane Dantas disse que considera difícil falar de si mesma olhando de fora. Decerto é por isso que escreve, eu penso. Pois, através da escrita, consegue olhar para si mesma por meio dos personagens, paisagens, enredos e histórias que coloca no papel. Acho que é assim com todo escritor – ao menos os que escrevem não só com as mãos, mas também com brio e com honestidade. Em 2020 tive a feliz oportunidade de conhecer Eriane Dantas e seu livro, Um ipê de cada cor , lançado neste ano tão atípico pela Editora InVerso. Apesar de voltado ao público infantojuvenil – do qual já não faço parte há alguns bons pares de anos – o livro me pegou já nas primeiras linhas. Afinal, uma boa história é uma boa história, independentemente de faixa etária. Assim, com alegria divido com vocês o bate-papo que tive com Eriane, em que conversamos sobre literatura em tempos de pandemia, formação de leitores, d